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Machismo estrutural: um desafio que precisa ser enfrentado no mundo corporativo

A desigualdade de gênero ainda é uma realidade marcante nas empresas brasileiras, especialmente nos cargos de alta liderança. Mesmo com avanços em alguns setores, o machismo estrutural segue operando de maneira silenciosa e, por vezes, normalizada dentro das organizações.

Giordania Tavares, CEO da Rayflex, compartilha sua vivência no setor industrial e propõe reflexões sobre a presença silenciosa do machismo no mundo corporativo.

A desigualdade de gênero ainda é uma realidade marcante nas empresas brasileiras, especialmente nos cargos de alta liderança. Mesmo com avanços em alguns setores, o machismo estrutural segue operando de maneira silenciosa e, por vezes, normalizada dentro das organizações. 

De acordo com a pesquisa Panorama Mulheres 2025, desenvolvida pelo Instituto Talenses Group em parceria com o Insper, apenas 17,4% das presidências formais nas 224 empresas analisadas são ocupadas por mulheres. Um número que, além de permanecer estagnado nas últimas edições do estudo, ainda está bem abaixo da média global, que é de 29%, segundo o Global Gender Gap Report 2023.

O machismo que ainda ecoa na liderança

Mesmo ocupando cargos de liderança, muitas mulheres ainda enfrentam comportamentos hostis ou desrespeitosos, muitas vezes disfarçados de “opinião direta” ou “perfil técnico”. 

“Já estive em reuniões estratégicas onde presenciei o comportamento agressivo de um homem contra uma mulher, como se o simples fato de ele ser homem lhe desse o direito de ser hostil, grosseiro e prepotente.” Giordania Tavares

Esse tipo de atitude, infelizmente, não é exceção. Está presente em conselhos, reuniões e decisões, muitas vezes sem ser percebido como problema. E, justamente por isso, continua sendo reproduzido.

O que está por trás das palavras?

O machismo estrutural também se apresenta de forma implícita. Ele está nos julgamentos sutis, nas interrupções constantes, na desconfiança diante da fala feminina e em comentários “despretensiosos” que, no fundo, diminuem ou desvalorizam a presença da mulher.

“Até na alta liderança, ainda ouvimos vozes que tentam nos calar. Mas liderança de verdade é aquela que escuta, reflete e transforma.” — Giordania Tavares

Essa transformação começa quando reconhecemos esses comportamentos e deixamos de tratá-los como normais.

E quando as próprias mulheres reproduzem padrões?

A estrutura machista também se perpetua porque foi naturalizada por gerações. Mulheres foram educadas a seguir certos comportamentos e, por vezes, sem perceber, acabam reforçando o sistema que as limita.

“Isso não nos torna culpadas, mas nos torna responsáveis pelo que escolhemos carregar adiante” — Giordania Tavares

O despertar para essa consciência é um passo essencial e libertador no processo de transformação social e empresarial.

A responsabilidade da liderança na mudança

Não basta apenas apoiar a equidade em discurso. É preciso agir, revisar práticas e desenvolver lideranças conscientes. A cultura corporativa se transforma de dentro para fora, e quem ocupa cargos de decisão tem papel central nesse movimento.

“É hora de pararmos de varrer essas questões para debaixo do tapete”, afirma Giordania. “A cultura empresarial, as dinâmicas de poder, as formas de liderança precisam passar por uma transformação real.” — Giordania Tavares

É nesse ponto que homens e mulheres devem caminhar juntos, com escuta, humildade e vontade de construir algo melhor.

É hora de transformar o que nos cerca

O machismo estrutural não é apenas um desafio das mulheres: é uma responsabilidade de todos. 

Para construir ambientes corporativos mais justos e inovadores, é preciso coragem para rever atitudes, escutar com empatia e agir com propósito.
A mudança começa nas lideranças, mas deve alcançar toda a organização. Cada decisão, cada fala, cada escolha conta.

Como lembra Giordania Tavares, “chega de normalizar o que nos adoece. É hora de transformar o que nos cerca.”

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